07/12/2009

frio

Já passaram mais de 2 meses e meio e eu sem postar nada neste meu espacinho.
Um espaço que outrora era o reflexo total do meu mundo.
Um espaço onde eu desabafava, onde eu deixava as palavras fluir, onde eu pura e simplesmente brincava com as palavras e escrevia o que estava preso em mim.
Poemas, prosas, simples palavras...fosse como fosse, tudo aqui era o reflexo do meu mundo, de mim mesma...era a essência do meu olhar que nada esconde acerca da minha alma. Um olhar traduzido para palavras...tarefa por vezes muito complicada mas as mãos apoderavam-se do teclado e, só quando chegava ao fim e relia o que havia escrito, me apercebia de que tudo o que estava a pensar e sentir se encontrava escrito e me perguntava como teria sido capaz de expressar tal sentimento em palavras tão simples.
O tempo foi passando, mudando....tudo muda. O frio instalou-se a minha volta e obrigava-me a manter as mãos nos bolsos impossibilitando os sentimentos de fluir pelos meus dedos até ao teclado. As palavras não saiam, os sentimentos permaneciam isso mesmo, sentimentos. Não descritos, apenas sentidos! Fechava-me no meu quarto, o meu mundo, de cada vez que uma lufada de ar frio ou uma tempestade me atingiam. Nuvens, relâmpagos, escuridão, chuva....reflexos de erros, catástrofes naturais, descuidos...provocando o medo, a tristeza e a fraqueza.
Hoje resolvi combater este frio, tirar as mãos dos bolsos, percorrer as ruas escuras com o vento frio a bater no meu rosto e a empurrar-me para trás, de volta ao meu mundo. Aos poucos, fui caminhando e cheguei até aqui. Está frio, eu sinto-o, e sei que quem lê este textinho também sente esse frio, porém um pouco de ar quente invade de vez em quando as minhas mãos que aquecem estas palavras.
Até quando durará este frio?! Será que veio para ficar?! Ou será que em breve voltarei a ter as mãos quentinhas e as manterei fora dos bolsos para escrever e deixar os sentimentos fluir?! Não sei. Perguntas para as quais não encontro resposta neste momento. Ficarei à espera...à espera que o calor volte a aquecer-me. Até lá, pode ser que de vez em quando volte a conseguir tirar as mãos dos bolsos para escrever um pouco, bem ou mal, vocês é que sabem.

5 comentários:

Sílvia Reis disse...

O frio não durará para sempre e quando o sol voltar já não vais precisar mais de manter as mãos nos bolsos e aí já podes escrever à vontade. No entanto, enquanto está frio liga os aquecedores, usa umas luvas mas não deixes tudo aprisionado dentro de ti… normalmente esse tipo de atitudes dá em grandes explosões…
Quando o frio for muito, mas precisares na mesma de deitar tudo cá pra fora e não quiseres tirar as mãos nos bolsos, liga aos amigos… eles vão estar lá pra te ouvir, eu estarei sempre aqui pra ti <3


PS- Obrigada pelos coments.

PS2- Não, não fiz do meu blog um espaço de culinária mas tinha achado piada às receitas de Natal.

PS3- Aquela da reciclagem explico-te no dia 19.

Beijinhos

Amo-te minha metade +.+

Anónimo disse...

Sente o frio, não comeces logo a tremer. Tenta viver com ele, por vezes, é o único que nos faz sentir vivas.
Vive um dia com o frio e gostarás dele.
No entanto, podes viver no frio e encontrares formas que te aqueçam a alma.
Vê o que o frio esconde.
Obrigada

Borboleta

Ro§a Negra disse...

"Quando sentires vontade de chorar, não chores.
Podes me chamar que eu choro por ti.
Quando sentires vontade de sorrir, avisa-me
Que eu vou para nós dois sorrirmos juntos.
Quando sentires vontade de um abraço, chama-me,
Que eu venho abraçar-te.
Quando sentires que tudo está acabado, chama,
Que eu venho ajudar-te a reconstruir.
Quando achares que o mundo é pequeno demais para as tuas tristezas,
Chama, que eu faço-o pequeno para a tua felicidade.
Quando precisares de uma mão, basta dizeres,
Que a minha é sempre sua.
Quando precisares de companhia, naqueles dias nublados e tristes,
Ou nos dias ensolarados, eu vou, vou mesmo.
E quando não precisares mais de mim, avisa,
Que simplesmente irei embora, lembrando-me de ti."

Anónimo disse...

Já há muito que me roubaram o sorriso. Não há nada que acalme a rapidez do batimento do meu coração.

Borboleta

Anónimo disse...

Já há muito que me roubaram o sorriso. E nada alcama o batimento acelarado do meu coração.

Borboleta